ONGs de proteção animal adotam movimento ‘Justiça Por Orelha’; relembre casos semelhantes no Amapá
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Polícia indicia três pessoas por coação, no caso da morte do cachorro Orelha, em SC
O caso do cão comunitário Orelha, que morreu após ser agredido na Praia Brava em Florianópolis (SC), comoveu e movimentou o Brasil inteiro. No Amapá, ONGs de proteção aos animais aderiram ao movimento nacional #JustiçaPorOrelha.
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do crime de maus-tratos. Nas redes sociais, celebridades, moradores e protetores da causa cobram providências das autoridades e pedem que o caso não seja deixado de lado.
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O Instituto Anjos Protetores, ONG amapaense, foi uma das organizações que adotaram o movimento nacional. A voluntária da organização, Gabriela Pereira, acredita que a visibilidade do caso expõe uma ferida aberta na legislação brasileira.
"Infelizmente casos como o do Orelha acontecem no Brasil inteiro e infelizmente pela brutalidade de união visibilidade na mídia nacional e internacional. E isso só reflete que no Brasil nós temos crimes acontecendo contra os animais e devido às leis enfraquecidas e penas brandas. As pessoas acreditam que podem fazer mal aos animais e nada acontece", afirmou a voluntária.
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Reprodução/Internet
Gabriela defende que o rigor da lei é o único caminho para mudar esse cenário de violência. Segundo ela, é preciso que as punições previstas no código penal sejam aplicadas de forma efetiva, independentemente da idade dos envolvidos.
"Casos como o daqui do Amapá, do cão que teve a pata amputada, do animal que sofreu pauladas por cruzar com a cachorra de uma pessoa, esses casos ainda acontecem e infelizmente não vão parar de acontecer enquanto não tiver o endurecimento das leis", relatou.
Gabriela Pereira, voluntária da ONG Anjos Protetores
Gabriela Pereira/Arquivo Pessoal
Casos no Amapá
Ainda em janeiro deste ano, um caso grave de maus-tratos foi registrado em Macapá . Um cachorrinho teve uma das patas decepadas por um facão. Imagens mostram o cão coberto de sangue e caído na lateral da rua.
Testemunhas disseram que o tutor do cachorro é o principal suspeito. A Polícia Civil do Amapá recebeu os relatos e vai investigar o caso. Até então, ninguém foi preso.
Cachorro é resgatado após ter uma das patas decepada em Macapá
Reprodução
Relembre o caso 'Costelinha'
Há 10 anos e 4 meses, o caso do cãozinho amapaense 'Costelinha' chocava o Brasil. O animal foi atingido com pelo menos 10 pauladas na cabeça, o principal suspeito é um ex-lutador de MMA. O caso aconteceu no bairro do Buritizal, na Zona Sul de Macapá.
Segundo testemunhas, o homem era dono de uma cadela que estava cruzando com o cão de rua. "Depois de bater, ele sentou no chão e começou a rir", disse uma testemunha que não quis se identificar.
O animal foi espancado até desmaiar em via pública e apresentava hemorragias e dificuldades para respirar. O cãozinho morreu após 27 dias do ocorrido, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O suposto autor do crime deu um depoimento na delegacia.
Cãozinho foi agredido com pelo pelos 10 pauladas na cabeça
Victor Hugo/Arquivo Pessoal
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