Furto a joalheria em Moema pode ter causado prejuízo de até R$ 4 milhões, estima polícia
19/02/2026
(Foto: Reprodução) Câmera flagra suspeito e veículo usado para furtar cofre com R$ 1 milhão de joalheria
Pelo menos oito criminosos participaram diretamente do furto a uma joalheria em Moema, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada de segunda-feira (16). De acordo com a polícia, o valor das joias levadas pode chegar a R$ 4 milhões.
O grupo tentou inicialmente arrombar o cofre do estabelecimento, mas não conseguiu e decidiu levar o equipamento, que pesa cerca de 400 quilos. Câmeras de segurança registraram um dos suspeitos com máscara e um dos carros usados pela quadrilha.
Segundo o delegado Deglayr Barcellos, a ação foi planejada com antecedência e incluiu medidas para impedir o registro das câmeras de segurança.
“A ideia inicial era o arrombamento do cofre e subtrair os itens que estavam em seu interior. Eles não obtiveram êxito. Então, eles optaram por retirar o cofre e levar um cofre de 400 quilos. Eles já tinham um prévio planejamento que inclusive contou com cerceamento do circuito de imagens”, afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, o prejuízo estimado é alto e o valor exato ainda está sendo calculado. “Levaram aproximadamente, aí se fala em algo em torno de 1 a 4 milhões em joias ainda não contabilizadas em joias do cofre”, disse.
Em nota, a joalheria informou que está focada na reorganização interna e na retomada das atividades após o crime.
Prisões
A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de participarem do crime na quarta-feira (18). A primeira pessoa foi Nara Maria Quintanilha, que é esposa de outro suspeito investigado. De acordo com a polícia, ela estava com munições de fuzil e placas de veículos roubados.
Além dela, foi decretada a prisão temporária de Igor Jesus Matos. Ele também foi detido na quarta-feira (18). A TV Globo tenta localizar as defesas dos presos para comentar o assunto.
Ainda conforme a polícia, outros dois suspeitos de envolvimento no furto foram identificados. Ainda não há pistas sobre as joias levadas.
Investigação
A investigação apurou que os criminosos alugaram dois conjuntos comerciais no prédio para monitorar a movimentação da joalheria usando documentos falsos.
Um porteiro suspeito de ter facilitado a entrada dos ladrões prestou depoimento no mesmo dia do crime no 27º Distrito Policial (DP), Campo Belo. Por enquanto, ele está sendo tratado como testemunha.
O funcionário contou que, antes do crime, um "conhecido" pediu informações a ele sobre a rotina no prédio. Disse ainda que deu detalhes da rotina do centro comercial porque sofreu ameaças. O porteiro já cumpriu pena de 20 anos de prisão por roubo.
Três carros que teriam sido usados na ação criminosa foram apreendidos por policiais.
Câmeras mostram suspeito e carro que, segundo a polícia, participaram do furto do cofre com R$ 1 milhão em joias em São Paulo
Reprodução
Como foi o furto
Os criminosos arrombaram as portas de três salas da joalheria, que dica no 12º andar de um prédio comercial, e fugiram pelo subsolo.
O cofre pesava mais de 450 quilos e armazenava cerca de 100 peças. Entre elas, 26 pares de brincos, 15 anéis, 32 colares, nove pingentes, seis correntes e cinco pulseiras, todos de ouro com diamantes. Os bens não têm seguro.
O 27º DP apura se os ladrões usaram serra elétrica para soltar o cofre e depois o colocaram em um carrinho de mão para transportá-lo até um dos veículos.
Cofre de meia tonelada com R$ 1 milhão em joias de ouro e diamantes é furtado em SP