Dólar sobe e Ibovespa recua com inflação no Brasil, dados dos EUA e petróleo no radar
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (12), subindo 0,39% e cotado a R$ 5,1770 por volta das 10h15. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,05%, aos 181.412 pontos.
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▶️ No Brasil, a atenção está voltada para a divulgação da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA. O índice mostrou que os preços variaram 0,70% em fevereiro. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior.
▶️ Nos Estados Unidos, os investidores acompanham novos dados sobre a economia do país. Entre eles estão o resultado da balança comercial e o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na última semana, que somaram 213 mil, um pouco abaixo do esperado.
▶️ No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 após um ataque a petroleiros em águas do Iraque. O episódio aumentou as preocupações sobre possíveis problemas no transporte e no fornecimento de petróleo no mercado global.
▶️ Diante da tensão, na véspera, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que pretende liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para tentar reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio.
▶️ Ao mesmo tempo, o Irã afirmou que o mundo deveria se preparar para um petróleo a US$ 200 por barril. A declaração foi feita enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes na quarta-feira, o que elevou as preocupações com um possível choque nos preços da commodity.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,62%;
Acumulado do mês: +0,48%;
Acumulado do ano: -6,01%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,57%;
Acumulado do mês: -2,55%;
Acumulado do ano: +14,18%.
Inflação sobe acima do esperado
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, subiu 0,70% em fevereiro, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados anteriormente, mas um pouco acima da expectativa do mercado, que previa alta mensal de cerca de 0,6%.
O principal impacto veio do grupo Educação, que avançou 5,21%, pressionado pelo reajuste anual das mensalidades escolares no início do ano letivo.
Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74%, influenciados principalmente pelo aumento das passagens aéreas (11,4%) e reajustes em tarifas de transporte público em várias capitais.
Entre os combustíveis, houve queda média de 0,47%, puxada pela redução da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%), enquanto etanol (+0,55%) e diesel (+0,23%) subiram.
Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem
Menos americanos pediram auxílio-desemprego na última semana, o que indica que o mercado de trabalho dos EUA continua relativamente estável. Foram 213 mil pedidos, um pouco abaixo do esperado pelos economistas, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira.
Apesar disso, dados recentes mostraram queda na criação de empregos em fevereiro, influenciada por fatores como inverno rigoroso, greves no setor de saúde e cautela das empresas para contratar diante de incertezas econômicas.
Economistas também alertam que a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo podem pressionar os gastos dos consumidores e, no futuro, afetar a geração de empregos nos Estados Unidos.
Novos ataques do Irã elevam preço do petróleo
A guerra no Oriente Médio está provocando fortes impactos no mercado global de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o conflito já causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, com previsão de queda de 8 milhões de barris por dia na oferta global devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Os ataques iranianos a navios comerciais na região aumentaram as tensões e já atingiram mais de uma dezena de embarcações, elevando o risco para o transporte marítimo.
Diante do cenário, autoridades iranianas afirmaram que o mercado deve se preparar para a possibilidade de o petróleo chegar a US$ 200 por barril.
Os preços da commodity dispararam no início da semana e chegaram perto de US$ 120, voltando a superar US$ 100 após novos ataques. Nesta quinta, por volta das 9h38 (horário de Brasília), o petróleo tipo Brent operava em alta de 6,98%, a US$ 98,38 o barril. Já o WTI subia 6,80%, cotado a US$ 93,18.
Para tentar conter a escalada dos preços, mais de 30 países membros da IEA decidiram liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas, a maior liberação já realizada. A medida busca reduzir a pressão sobre os combustíveis e evitar impactos maiores na economia global.
Mercados globais
Os mercados financeiros ao redor do mundo continuam com atenção redobrada nesta quinta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global.
Em Wall Street, os principais índices indicavam queda antes da abertura do mercado nesta manhã, após o petróleo voltar a superar US$ 100 por barril em meio à guerra no Oriente Médio.
As projeções do mercado apontavam baixa de 0,62% para o Dow Jones, 0,47% para o S&P 500 e 0,44% para o Nasdaq. A alta do petróleo aumenta o temor de inflação e pode adiar cortes de juros nos Estados Unidos. Com isso, investidores reduziram apostas em redução das taxas pelo Fed, que agora pode ocorrer apenas em setembro, segundo o Goldman Sachs.
As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta quinta-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à cautela dos investidores. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,04%, aos 54.452 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,70%, aos 25.716 pontos. Na China, o índice de Xangai perdeu 0,10%, aos 4.129 pontos, enquanto o CSI300 caiu 0,36%, aos 4.687 pontos.
Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,48%, aos 5.583 pontos, e em Taiwan o Taiex teve a maior queda, de 1,56%, aos 33.581 pontos. Já na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,31%, aos 8.629 pontos.
Notas de dólar.
Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters.