Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio lucrativo
19/02/2026
(Foto: Reprodução) Da tradição à tecnologia: como o Carnaval impulsiona o empreendedorismo em Olinda
O Carnaval é a maior festa popular do Brasil — e também um dos motores mais potentes da economia criativa, impulsionada pelo consumo de serviços, produtos culturais e experiências ligadas à maior celebração do país.
Em 2026, a expectativa é de que a folia movimente R$ 12,03 bilhões em todo o país, segundo dados do Ministério do Turismo e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), com cerca de 53 milhões de foliões nas ruas.
É nesse cenário que pequenos empreendedores aproveitam o ritmo do Carnaval para encontrar espaço para criar, crescer, reinventar trajetórias e transformar afeto em produto. Em Olinda e Recife, duas histórias que conectam cultura, tecnologia e empreendedorismo.
Da batida do maracatu à moda autoral 🎉
No meio do maracatu, nas ladeiras de Olinda, nasceu o apelido — e o negócio — de Osvaldo Bruno, mais conhecido como Seu Maraca.
Historiador de formação e ex-integrante de grupos de maracatu por mais de 16 anos, ele transformou referências da cultura pernambucana em uma marca de moda autoral, com camisas estampadas que contam histórias do Estado.
A costura sempre fez parte da vida de Maraca: mãe, avós e tias eram costureiras. Mas a virada profissional veio após a pandemia, quando ele passou nove dias internado na UTI.
“Ou você volta reaprendendo a viver, ou não aprende nada”, conta. A partir daí, decidiu unir arte, memória e empreendedorismo.
O investimento inicial foi de R$ 3 mil. As primeiras 44 camisas quase se esgotaram em um mês. Hoje, a marca tem faturamento médio mensal de R$ 25 mil, chegando a R$ 100 mil no período do Carnaval.
Cada coleção é desenvolvida em parceria com artistas locais, passa por produção em São Paulo e finalização em Recife, envolvendo costureiras da região — entre elas, a própria mãe de Maraca, responsável pelo controle de qualidade.
Mais do que roupa, o produto carrega significado. “É uma aula em forma de camisa”, define o empreendedor. As estampas abordam movimentos culturais como o manguebeat e transformam tradição em produto contemporâneo.
Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio
Reprodução/PEGN
Tecnologia também entra no bloco 📲
Se antes o encontro acontecia apenas no batuque e na rua, hoje ele também passa pela tela do celular. No Porto Digital, no Recife, o empreendedor Paulo Silva desenvolveu um aplicativo para eventos que virou peça-chave no Carnaval pernambucano.
Criada com investimento inicial de R$ 5 mil, a empresa fatura hoje cerca de R$ 250 mil por mês, sendo 70% desse valor ligado a soluções para o Carnaval.
O aplicativo reúne funcionalidades como compra de ingressos, programação, mapas, dicas de hospedagem e alimentação, além de ferramentas de interação entre usuários e espaços dedicados à segurança.
“Em um Carnaval com milhares de pessoas, informação também vira negócio”, resume Paulo. A tecnologia amplia a experiência do público antes, durante e depois da festa — e abre um novo mercado para startups voltadas ao entretenimento.
Para organizadores, o diferencial está na personalização. “Não é uma solução de prateleira. Eles entenderam nossas dores e adaptaram a tecnologia à nossa realidade”, afirma Henrique Pereira, diretor de inovação de um dos eventos atendidos pelo aplicativo.
Do maracatu ao aplicativo: como o Carnaval transforma cultura em negócio
Reprodução/PEGN
Tradição, inovação e identidade 😉
Das camisas que contam histórias às plataformas digitais que conectam pessoas, o Carnaval pernambucano mostra como empreender também é um ato de resistência cultural.
Para Maraca, o desfile anual é a coroação de um trabalho feito o ano inteiro. “Quem nasce em Olinda ou Recife tem o Carnaval na veia. É memória, afeto, identidade.”
Ao unir tradição e inovação, os empreendedores provam que a festa vai muito além da diversão: ela impulsiona a economia, fortalece a cultura local e cria caminhos para novos recomeços. Afinal, no Brasil, empreender também é saber carnavalizar.
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